Batalha
Situada na margem esquerda do Rio Lena, Batalha é sede de concelho do distrito de Leiria, da qual dista 12 Kms.
O nome e a vida da Vila da Batalha é a história do seu mosteiro de Stª Maria da Vitória. Assim não teriam passado três anos do dia 14 de Agosto de 1385 data da Batalha de Aljubarrota, quando o Mosteiro começou a ser construído, no cumprimento do voto feito por D. João I à Virgem, de lhe dedicar um mosteiro se derrotasse o invasor castelhano nessa heróica batalha, decisiva para a consolidação da independência de Portugal e para o surgimento da nova Dinastia de Avis.
O Mosteiro, nomeado pela UNESCO Património da Humanidade, em rigor não foi edificado no local do combate que se travou a 2 Kms da vila da Batalha, na localidade de S. Jorge, mas no pequeno vale do rio Lena. Esta magnífica construção é o grande monumento do gótico final português, um dos primeiros onde se estreou a arte manuelina e uma das mais belas Igrejas da Europa no final da Idade Média. Os modelos do gótico flamejante, adoptados neste sumptuoso edifício, marcam o apogeu do estilo gótico e são um símbolo da arte do séc.XV.
Na praça lateral do mosteiro encontramos o Monumento Equestre do Condestável D. Nuno Álvares Pereira. A estátua, de 1968, recorda o heróico comandante que na Batalha de Aljubarrota derrotou um exército invasor três vezes maior que o seu.
Em redor, estende-se a Vila da Batalha, ainda com algum casario antigo, baixo, bem caiado de branco, de onde se destaca a torre da Igreja Matriz, templo decorado na fachada por um portal manuelino e, no interior, por uma capela-mor abobadada com dois retábulos renascentistas nas capelas laterais. A capela da Misericórdia, nas traseiras da Igreja Matriz é de inspiração Barroco-Joanina e data do séc. XVIII. Próxima da antiga Estr. Nac. 1 situa-se a bela Ponte da Boutaca, (unica no país com quatro casas de portageiro, cuja construção teve inicio na segunda metade do Séc. XIX, em 1862, durante o reinado de D. Luis e apresenta traços do estilo neo-gótico).
Dos pequenos muros de pedra solta, caracteristicos das serras agrestes da freguesia de São Mamede destacam-se os moinhos de vento que proporcionam excelentes vistas do Concelho da Batalha e de outras zonas envolventes.
O PLANALTO DE S. MAMEDE E AS GRUTAS DA MOEDA proporcionam paisagens férteis ou áridas, que se encontram ora no planalto ou nos cabeços e cerros. Localizadas na localidade da Moita do Martinho, foram descobertas em 1971 por dois caçadores que, perseguindo uma raposa, viriam a descobrir galerias subterrâneas com fantásticas formações calcárias. A erosão provocada pelas águas no subsolo, foi criando ao longo de milhões de anos, cavidades e galerias subterrâneas, por onde teriam passado grandes lençóis de água, deixando belas grutas com espectaculares estalactites e estalagmites, visitáveis durante todo o ano. O nome das Grutas surgiu a partir a partir de uma lenda que retrata a passagem de um homem abastado e que, ao ser atacado e saqueado num matagal, deixou cair um saco de moedas, num algar - cavidade subterrânea - originando assim a designação de "Grutas da Moeda".
Muitas são as tradições populares e religiosas reflectidas nas festas, no artesanato, bem como na Arte da Cantaria na Escola Tradicional de Artes e Ofícios da Batalha.
Na Gastronomia de concelho encontramos pratos e sabores tradicionais distinguindo-se as "Morcelas de Arroz" e o Sarrabulho com Bacalhau assado. E, nos doces as "Cavacas de Reguengo", os bolos de "Perna", de "Palma" e de "Ferradura" e ainda os excelentes vinhos da Adega Cooperativa da Batalha.
Site Oficial da Câmara Municipal da Batalha: http://www.cm-batalha.pt