Marinha Grande
Situada entre o mar e o concelho de Leiria a sua história começa no final do séc. XV, depois do Pinhal de Leiria ser semeado. Além de impedir as areias de avançarem, o Pinhal de Leiria contribuiu, com a sua madeira, para a construção das embarcações que levaram adiante a Epopeia dos Descobrimentos Portugueses.
No séc. XVIII instala-se na Marinha Grande a actividade vidreira onde a matéria-prima e o combustivel (areia e madeira) foi essencial quando utilizada nos exigentes fornos vidreiros que tornavam real a imaginação e habilidade dos operários. Após gerações e gerações, o sector vidreiro, depois de atravessar uma fase difícil, está de novo reactivado, e a produção de vidro e cristal, embora com técnicas inovadoras, tem de novo valor significativo.
Um dos mais importantes testemunhos do passado são os edifícios que compõem o Palácio Stephens (antiga Fábrica-Escola Irmãos Stephens)
e onde está hoje instalada uma Escola Profissional e Artística, bem como o tão esperado Museu do Vidro. Aqui estão espostos vidros antigos que remontam aos tempos da fundação da fábrica, admiráveis colecções de taças, jarras, jarrões e outras valiosas peças em vidro e em cristal lapidado. Outro ponto de interesse é o Museu da Fábrica de Vidros Santos Barosa onde estão expostos objectos e maquinaria usados na produção manual e semi-automática de garrafas, garrafões e outros vidros de embalagem bem como a reconstituição da entrada de um forno.
No centro da cidade as pequenas ruas convergem na Praça Guilherme Stephens onde se encontra o edifício dos Paços do Concelho, o Teatro Stephens e o Mercado Municipal outrora uma fábrica de resinagem (1859). Podemos ainda visitar os Jardins Stephens, Parque da Cerca, Parque dos Martires do Colonialismo, e Jardim Luís de Camões, junto ao Museu Joaquim Correia, no antigo Palácio Taibner de Morais, com um espólio rico em escultura, medalha, desenho e pintura do próprio, e nos arredores o Parque do Engenho.
Entre a Marinha Grande e o mar, impõe-se essa "catedral verde e sussurrante", com uma área de cerca de 12 000 Hectares conhecida por Pinhal de Leiria e por Pinhal do Rei. Quem pretender fazer o trajecto que liga Marinha Grande a S. Pedro de Moel de bicicleta pode fazê-lo na nova pista para ciclistas ou descer ao longo da Ribeira de S. Pedro até à Ponte Nova e desaguar junto à Praia Velha.
Surge-nos S. Pedro de Moel, uma praia de ar cosmopolita e aristocrático, terra do poeta Afonso Lopes Vieira viveu uma parte significativa da sua vida e escreveu, na sua casa-nau, algumas das mais belas obras, actualmente Casa Museu Afonso Lopes Vieira, onde pode apreciar diversos objectos pessoais: desenhos, peças de arte e muitas obras de poesia, teatro e romance. À noite de S. Pedro converge grande número de pessoas, animadas não só pelos bares existentes, mas também por eventos culturais que se realizam na pequena praça junto à praia.
Na direcção da Praia da Vieira, o farol imponente e preventivo ilumina a noite. É nesta praia de pescadores que se pode saborear uma boa caldeirada, um rico arroz de marisco ou até provar o famoso Licor de Leite, depois de adquirir um pequeno barco de pesca feito por um artesão da região.
Site Oficial da Câmara Municipal da Marinha Grande: http://www.cm-mgrande.pt