Ourém
Ourém, sede de concelho, segundo a história chamava-se Abdegas e foi reconquistada por D. Afonso Henriques em 1136. Cheia de lendas e tradições, a invasão árabe no séc. IX terá dado origem à lenda da moura que se chamava Fátima e que por se ter apaixonado pelo bravo cavaleiro Templário Gonçalo Hermingues converteu-se ao cristianismo com o nome de Oureana, origem do actual nome da cidade.
No ano de 1178 é fundado o castelo e em 1180 D. Teresa, filha de D. Afonso Henriques atribuiu a carta de foral a Ourém, tornando-a pelo valor militar do seu castelo num dos primeiros concelhos de Portugal.
Mas é no séc. XV com o Conde D. Afonso, neto de D. Nuno Álvares Pereira que, ao estabelecer, em 1422 aqui a sua corte senhorial se inicia o período áureo da vida de Ourém, com a construção do Paço, dos dois Torreões, da primitiva Igreja da Colegiada e das actuais muralhas que cercam o burgo.
O terramoto de 1755 e as devastações das invasões francesas em 1810, provocaram a decadência do velho burgo medieval, afastando a população para a pequena aldeia da Cruz, situada no sopé do monte e no meio da fértil várzea da Ribeira de Seiça. Esta vila foi elevada em 1841 pela Rainha D. Maria II a sede de concelho com o nome de Vila Nova de Ourém. Para formarem a actual cidade de Ourém, ambas as vilas se uniram em 1989.
A maior freguesia deste concelho, Fátima, é um centro de peregrinação importante para o mundo católico. Foi desmembrada da Colegiada de Ourém em 1568.
Na zona deste concelho três receitas merecem algum destaque: o Carneiro à Vale Travesso, a Friginada e o Ensopado de Vilar dos Prazeres. Por outro lado são de assinalar as Broas da Freixianda, os Bolos de Arco de Ourém, para já não falar nos Bolinhos das Festas, confeccionados com ovos, com farinha, azeite e erva doce. Merecem especial referência o excelente vinho de Alburitel e Gondemaria.
Site Oficial da Câmara Municipal de Ourém:
http://www.cm-ourem.pt